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Três semanas após explosão no Jaguaré, Sabesp anuncia pacote de segurança

Morre segunda vítima da explosão no Jaguaré Três semanas após a explosão que matou duas pessoas e causou estragos em dezenas de imóveis no Jaguaré, na Z...

Três semanas após explosão no Jaguaré, Sabesp anuncia pacote de segurança
Três semanas após explosão no Jaguaré, Sabesp anuncia pacote de segurança (Foto: Reprodução)

Morre segunda vítima da explosão no Jaguaré Três semanas após a explosão que matou duas pessoas e causou estragos em dezenas de imóveis no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, alguns moradores ainda aguardam definições sobre as indenizações anunciadas pela Sabesp. Em meio a esse cenário, a companhia anunciou nesta segunda-feira (2) um pacote de novas medidas de segurança para obras que envolvam perfuração do solo, com o objetivo de evitar acidentes semelhantes. As mudanças foram apresentadas durante uma obra no Jardim Peri, na Zona Norte da capital. No local, equipes realizavam uma sondagem para verificar a posição exata de tubulações subterrâneas antes do início da instalação de uma nova rede de esgoto. Uma das principais novidades será a ampliação das chamadas "janelas de inspeção", aberturas feitas manualmente no solo para confirmar se canos e dutos estão realmente nos locais indicados pelos cadastros das concessionárias. O procedimento busca identificar redes de água, gás e outros serviços antes que máquinas iniciem as escavações. Segundo a Sabesp, a partir de agora toda obra planejada próxima a adutoras ou redes de gás deverá passar por esse tipo de verificação. "Nós estamos fazendo uma janela de inspeção com tamanho equivalente entre 50 centímetros e 50 justamente para a gente encontrar a rede de gás ou a rede de água que existe no local. Isso é executado de forma manual e com sondagem por meio de sondas que têm na ponta uma ponteira de nylon que evita qualquer tipo de vazamento", afirmou o diretor de Engenharia da Sabesp, Roberval Tavares. Até então, as máquinas costumavam perfurar o solo com base apenas nas informações cadastrais sobre a localização das tubulações subterrâneas. Enquanto a Polícia Civil ainda investiga as causas da explosão, moradores atingidos dizem que ainda enfrentam incertezas sobre a reconstrução de suas vidas. É o caso do cabeleireiro José Alves Pereira, que perdeu a casa e o salão onde trabalhava havia quase três décadas. "Até agora a Sabesp me deu R$ 15 mil e depois ficou para eu aguardar uma resposta para falar sobre como vai arrumar um lugar para mim trabalhar, porque estou sem trabalhar até agora. Eu trabalhava no salão há 27 anos e estou sem trabalhar", afirmou. O novo pacote de segurança também prevê a instalação de câmeras de monitoramento em todas as frentes de obras da companhia até o fim deste ano. As imagens poderão ser acompanhadas em tempo real por equipes técnicas à distância. Segundo a empresa, o sistema já é utilizado em algumas intervenções, como obras de implantação de redes de esgoto em Ubatuba. Outra medida será o reforço na fiscalização dos serviços. A Sabesp informou que pretende ampliar de 200 para 600 o número de fiscais responsáveis pelo acompanhamento das obras. Com a adoção dos novos protocolos, a companhia disse que retomará 33 obras que permaneciam suspensas desde o acidente no Jaguaré. Para o diretor-presidente da Sabesp, Carlos Augusto Piani, as novas exigências buscam eliminar riscos em intervenções classificadas como mais sensíveis. "O que será feito a partir de hoje será uma verificação empírica da rede. A gente vai abrir e ver com os próprios olhos onde está a rede para reduzir por completo esse risco de interferências nas obras que têm a classificação mais elevada de risco nas nossas frentes de trabalho", afirmou. Moradores protestam no Jaguaré: 'Queremos casa'. TV Globo/Reprodução