Regulação, horas extras: HC anuncia plano após suspensão de atendimentos de emergência na Beneficência
HC anuncia plano para suspensão de atendimentos de emergência na Beneficência em Ribeirão A unidade de emergência do Hospital das Clínicas (HC UE) anuncio...
HC anuncia plano para suspensão de atendimentos de emergência na Beneficência em Ribeirão A unidade de emergência do Hospital das Clínicas (HC UE) anunciou nesta quinta-feira (29) um plano de trabalho diante do esperado aumento de pacientes com a suspensão dos atendimentos do SUS na emergência e urgência do Hospital Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto (SP), alvo de uma ação civil por irregularidades graves na prestação dos serviços. A previsão é de que um complexo regulador interno divida as operações entre a unidade de emergência no Centro, a unidade do campus da USP e o Hospital Estadual de Ribeirão Preto (entenda mais abaixo) de acordo com a complexidade do tratamento. Além disso, os responsáveis cogitam contratar horas extras de médicos, enfermeiros e auxiliares, caso seja preciso. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp "O médico regulador apresenta para nós esses casos e, diante disso, cada núcleo de regulação faz o filtro de qual paciente é pertinente para a complexidade do seu hospital", afirma Anna Cristina Bertoldi, responsável pelo Centro de Terapia Intensiva (CTI) do HC-UE. O HC ressalta a importância da triagem do município e do estado para evitar uma sobrecarga desnecessária do hospital, que é uma referência para diferentes cidades do interior de São Paulo e foi estruturado para resolver casos de alta complexidade. A Unidade de Emergência do Complexo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HC-UE) Reprodução/EPTV "Isso é muito comum: o paciente direcionado para o HC sem uma complexidade, que exija essa transferência", afirma o coordenador da unidade de emergência, Luís Stracieri. 🔎Essas medidas estão sendo tomadas pelo HC depois que a juíza Lucilene Aparecida Canella de Melo, da 2ª Vara da Fazenda Pública, proibiu o município e o estado de encaminhar pacientes do SUS para a urgência e emergência do Hospital Beneficência Portuguesa por pelo menos 90 dias. 🔎Isso porque o hospital foi alvo de uma ação civil pública após inspeções do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e da Vigilância Sanitária apontarem irregularidades graves. 🔎Com a expectativa de lotação com o redirecionamento dos pacientes, a Prefeitura anunciou mudanças na regulação dos pacientes dentro do município, com a destinação para HC-UE, Santa Casa e Santa Lydia, além da abertura de uma unidade de retorno assistencial. 🔎A Beneficência informou que está estruturando um plano conjunto para assegurar a continuidade da assistência aos usuários do SUS. Representantes do HC-UE falam sobre plano emergencial para atender aumento da demanda de pacientes em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV O aumento da demanda e os planos do HC Desde a suspensão dos atendimentos de urgência e emergência do SUS na Beneficência, o HC informa que ainda não foi possível perceber um aumento na demanda na unidade de emergência, mas espera que isso comece a acontecer, sobretudo para pacientes com problemas cardiovasculares. "Esses pacientes que iam para a Beneficência que vão impactar um pouco mais na unidade de emergência, o que a gente acredita, além dos pacientes ortopédicos, são os casos de cirurgias vasculares e infartos agudos do miocárdio (...). É uma emergência que deve ser resolvida em menos de 24 horas, muitas das vezes", afirma a responsável pelo CTI. LEIA TAMBÉM Justiça suspende atendimentos de emergência do SUS na Beneficência Portuguesa após MP apontar falhas graves em Ribeirão Preto Ribeirão Preto anuncia nova unidade para receber pacientes após suspensão de atendimentos de emergência na Beneficência Hospitais de Ribeirão Preto alertam para risco de superlotação após suspensão de atendimentos de emergência na Beneficência Em um primeiro momento, nenhum procedimento eletivo deve ser afetado, mas, para o coordenador da unidade de emergência, o aumento da demanda precisa ser solucionado para não prejudicar outros serviços. "É uma preocupação muito grande. O próprio Hospital das Clínicas, o campus, também tem uma função muito grande nas cirurgias eletivas, que são pacientes que também têm gravidade, por exemplo, pacientes oncológicos. Você não pode sobrecarregar o hospital com transferências", diz. Segundo Anna, uma vez que o paciente já esteja dentro do complexo regulador do Hospital das Clínicas, ele poderá ser direcionado da unidade de emergência para o campus caso a internação ainda seja necessária, dependa de alguma especialidade ou de um acompanhamento de maior complexidade. Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto no campus da USP Ronaldo Gomes Para casos menos complexos, que dependam de ajuste de insulina e término de tratamento com antibiótico, por exemplo, a conduta será destinar os pacientes ao Hospital Estadual de Ribeirão Preto. Em todos os casos, o transporte entre esses hospitais é de responsabilidade do HC. "Hoje o complexo regulador não utiliza o Samu pra transporte entre hospitais do complexo regulador. Nós utilizamos a ambulância do HC inclusive para agilidade dessas transferências e abertura de leitos pra receber esses que vêm das unidades de pronto atendimento." Stracieri afirma que, embora não exista uma previsão de verba, já existe um consenso de que funcionários do hospital poderão ser contratados temporariamente por mais horas para comportar o aumento da demanda. "Isso a gente tem delineado com a superintendência para que, ocorrendo isso, dependendo da intensidade, que a gente já possa automaticamente começar a utilizar isso. (...) Não existe uma verba destinada para isso. Isso fica no cômputo geral dos gastos da instituição", afirmou o coordenador do HC-UE. Hospital Beneficência Portuguesa, em Ribeirão Preto (SP). Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região