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Por dentro da Esquadrilha Fox: pilotos explicam como fazem acrobacias a poucos metros uns dos outros

Esquadrilha Fox: pilotos revelam bastidores de show de acrobacias aéreas em Regente Feijó A poucos metros uns dos outros, pilotos fazem curvas, loopings e cru...

Por dentro da Esquadrilha Fox: pilotos explicam como fazem acrobacias a poucos metros uns dos outros
Por dentro da Esquadrilha Fox: pilotos explicam como fazem acrobacias a poucos metros uns dos outros (Foto: Reprodução)

Esquadrilha Fox: pilotos revelam bastidores de show de acrobacias aéreas em Regente Feijó A poucos metros uns dos outros, pilotos fazem curvas, loopings e cruzamentos no céu sem tirar os olhos da aeronave líder. Enquanto o público acompanha as fumaças desenhando monumentos, corações e acrobacias no ar, dentro da cabine o foco é calcular velocidade, vento, altura e distância com precisão. Ao g1, integrantes da Esquadrilha Fox explicaram como funciona “por dentro” o espetáculo aéreo realizado neste domingo (25), durante o Aviashow, em Regente Feijó (SP). Esta foi a primeira apresentação do grupo no Oeste Paulista. Veja no vídeo acima. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Segundo o piloto Luiz Alberto Pereira Bianchi, responsável por liderar as manobras, os integrantes voam observando seu avião o tempo todo para manter a formação sincronizada. Em alguns momentos, as aeronaves chegam a ficar separadas por cerca de dois metros. “Não estão olhando para o painel, estão olhando para o meu avião, que tem uma referência que dá um ângulo para os dois aviões”, explicou. Esquadrilha Fox se apresentou em Regente Feijó e revelou bastidores do show Stephanie Fonseca/g1 ‘Desenhar’ no céu Líder da formação, Bianchi contou que o papel dele durante a apresentação é “desenhar” as manobras no céu. Cabe a ele calcular velocidades, alturas, distância do público e até a influência do vento durante cada movimento. “Tenho que calcular direitinho a velocidade, o que eu vou deslocar para conseguir fazer o looping bem aqui na frente do pessoal”, disse. Segundo o piloto, as condições climáticas também interferem diretamente nas apresentações. Neste domingo, por exemplo, o vento lateral tendia a afastar as aeronaves do espaço onde estava o público, exigindo ainda mais cuidados e precisão. “Há situações em que o vento tende a nos aproximar do público. Então a gente tem que estar o tempo todo corrigindo a acrobacia para que não se aproxime [no sentido de risco] e a gente fique exatamente onde a gente quer dentro do box”, afirmou ao g1. O teto de nuvens também influencia no tipo de apresentação realizada. Em dias mais fechados, algumas manobras verticais deixam de ser executadas. “Hoje está nublado, mas a base das nuvens está bem alta, então não interfere no nosso voo”, explicou. Bianchi é o líder do grupo, que se apresentou no domingo (24) Stephanie Fonseca/g1 LEIA TAMBÉM: Produção de mel e preservação ambiental impulsionam meliponicultura no interior de SP Motorista atropela dois pedestres, foge sem prestar socorro e acaba preso no interior de SP Carga de cigarros avaliada em quase R$ 145 mil é apreendida em Rosana Fumaça, força G e aviões diferentes Além das acrobacias, detalhes técnicos das aeronaves também despertam a curiosidade do público. Uma das perguntas mais frequentes, segundo os pilotos, é sobre a fumaça usada durante as apresentações. Segundo o piloto Luiz Bianchi, o efeito é produzido por um sistema instalado na aeronave, abastecido com óleo mineral. O líquido é levado até o escapamento do motor e, ao entrar em contato com o ar quente, produz a fumaça visível no céu. “O óleo entra em contato com o ar quente do escapamento e produz a fumaça”, explicou o piloto. A ativação do sistema é feita pelos próprios pilotos durante as apresentações, por meio de um interruptor instalado no painel da aeronave, e sob o comando de “Fumaça Top”. Fumaça é produzida por um sistema instalado na aeronave, abastecido com óleo mineral Stephanie Fonseca/g1 Dentro da cabine, os pilotos também lidam com a chamada força G, que é a unidade de medida de aceleração baseada na gravidade da Terra. Segundo ele, durante algumas acrobacias, o corpo chega a sentir até quatro vezes a força da gravidade. “É como se você ficasse colado no banco”, comparou. Apesar de parecerem iguais para quem acompanha do chão, os aviões possuem diferenças importantes. O RV-7 Alpha pilotado por Bianchi, por exemplo, possui roda dianteira. Já outras aeronaves da equipe têm roda traseira e motores diferentes. O piloto Átilla Filho explicou que adaptar aviões distintos para voar sincronizados foi um dos maiores desafios da equipe. “A gente achou que ia ser fácil porque já voava caça, mas vou dizer que a gente apanhou”, brincou em entrevista ao g1. Átilla Filho explicou que adaptar aviões distintos para voar sincronizados foi um dos maiores desafios da equipe Stephanie Fonseca/g1 Dos caças da FAB às apresentações acrobáticas Os três integrantes da Esquadrilha Fox têm origem na Força Aérea Brasileira (FAB) e voaram juntos em aeronaves F-5 antes de formarem a equipe. Segundo Átilla, o voo em formação começou ainda na juventude, quando eles ingressaram na academia militar. “Esse aprendizado vem desde menino, desde os 18, 19 anos”, contou. Depois de passarem décadas na FAB, os pilotos decidiram continuar voando mesmo após passarem para a reserva, que é a aposentadoria no meio militar. O que começou como uma brincadeira entre amigos acabou se transformando em uma empresa especializada em demonstrações aéreas. “A gente voa porque gosta, porque ama esse ambiente”, disse Átilla. Kersul contou que a equipe treina praticamente todas as semanas para manter a precisão das apresentações Stephanie Fonseca/g1 O piloto Jorge Kersul Filho, integrante mais experiente do grupo, contou que a equipe treina praticamente todas as semanas para manter a precisão das apresentações. “A gente tenta ser profissional numa coisa que considera quase uma brincadeira. Mas é um trabalho sério”, afirmou. Segundo ele, além do espetáculo, o objetivo também é incentivar crianças e jovens a se aproximarem da aviação. “A gente está aqui para incentivar a aviação brasileira”, ressaltou. Grupo é formado por ex-pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) Stephanie Fonseca/g1 Relação com o público Um dos diferenciais da Esquadrilha Fox, segundo os pilotos, é a interação durante as apresentações. Enquanto executam as manobras, os integrantes conversam com o público por rádio e anunciam os movimentos que serão feitos em seguida. Entre corações desenhados no céu e fumaças cruzando o horizonte, a intenção da equipe vai além das acrobacias. “A gente tenta fazer uma coisa bonitinha para que todo mundo realmente se lembre da gente”, resumiu Kersul. Para organizador do Aviashow, Renato Severino Silva, o evento representa mais do que entretenimento Stephanie Fonseca/g1 Para o organizador do Aviashow, Renato Severino Silva, o evento representa mais do que entretenimento. Ele destaca que a proposta é aproximar principalmente os jovens do universo da aviação. “Isso aqui não é um negócio. É um legado”, afirmou. Renato contou que a paixão pela aviação começou ainda na juventude, quando frequentou o aeroclube e passou a pilotar aeronaves por hobby. Desde então, nunca mais se afastou da área. “Descobri que isso estava no sangue. Não deixei mais a aviação”, disse. Esquadrilha Fox se apresentou em Regente Feijó e revelou bastidores do show Stephanie Fonseca/g1 O organizador também destacou que o evento busca permitir que o público tenha contato direto com aeronaves que normalmente só são vistas no céu. “É uma oportunidade de chegar mais próximo do avião, às vezes até botar a mão no avião”, explicou. O Aviashow foi realizado no Aeródromo José Martins da Silva, localizado na Rodovia Raposo Tavares (SP-270). O espaço leva o nome do pai de Renato, uma homenagem a quem era apaixonado por aviação, mas não teve a oportunidade de ter esse contato. Grupo é formado por ex-pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) Stephanie Fonseca/g1 Initial plugin text Grupo é formado por ex-pilotos de caça da Força Aérea Brasileira (FAB) Stephanie Fonseca/g1 Esquadrilha Fox se apresentou em Regente Feijó e revelou bastidores do show Stephanie Fonseca/g1 Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM