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Oscar Schmidt entra para Hall da Fama do COB nove dias antes de morrer

Plantão: Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre em SP aos 68 anos Um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos no Brasil e no mun...

Oscar Schmidt entra para Hall da Fama do COB nove dias antes de morrer
Oscar Schmidt entra para Hall da Fama do COB nove dias antes de morrer (Foto: Reprodução)

Plantão: Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morre em SP aos 68 anos Um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos no Brasil e no mundo, Oscar Schmidt entrou para o Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB) nove dias antes de morrer. O ex-jogador morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Segundo informações do ge, A homenagem aconteceu em 8 de abril, durante cerimônia de gala no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, quando Oscar foi eternizado na galeria de ídolos do esporte nacional. Conhecido como “Mão Santa”, ele é o brasileiro com mais participações olímpicas no basquete – cinco ao todo. Felipe Schmidt recebeu a premiação do pai, Oscar Schmidt, das mãos de Hortência em cerimônia do Comitê Olímpico do Brasil. Alexandre Loureiro/COB Desde a criação do Hall da Fama, em 2018, o COB homenageia ex-atletas com o objetivo de preservar a história esportiva do país e valorizar trajetórias que inspiram novas gerações. Por questões de saúde, Oscar não compareceu à cerimônia, mas foi representado por seu filho, Felipe Schmidt, que recebeu a premiação das mãos de Hortência, campeã mundial de basquete. No dia, Felipe disse que o pai tinha passado por uma cirurgia na coluna. Oscar integra também o Hall da Fama da Federação Internacional da modalidade (Fiba) e o Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga americana. Início da carreira Oscar Schmidt Reprodução/Instagram O sonho de Oscar era ser jogador de futebol, ainda de acordo com o ge, mas, por causa da altura, migrou para o basquete. Em Brasília, começou no Colégio Salesiano, sob orientação do técnico Zezão, e depois seguiu para o Clube Unidade Vizinhança, onde foi treinado por Laurindo Miura. Em 1974, aos 16 anos, mudou-se para São Paulo e passou a atuar no time infantojuvenil do Palmeiras. Após se destacar, foi convocado para a seleção brasileira de base e, posteriormente, para a principal. LEIA TAMBÉM: 'Lenda': veja a repercussão internacional da morte de Oscar Schmidt Oscar falou de lições de vida e amor à esposa: 'O câncer me ensinou a aproveitar a vida' Veja FOTOS da carreira, de vitória histórica sobre os EUA a partida contra Michael Jordan Carreira profissional Oscar chamou a atenção do técnico Cláudio Mortari, que o levou para o Sírio. Em 1979, conquistou o Mundial de Clubes de Basquete, seu primeiro título de grande expressão. No ano seguinte, disputou os Jogos Olímpicos de Moscou com a seleção brasileira, que terminou na quinta colocação. No início dos anos 1980, transferiu-se para o JuveCaserta, da Itália, a pedido do técnico Bogdan Tanjevic. Permaneceu por 11 temporadas na liga italiana, considerada à época a segunda mais forte do mundo, atrás apenas da NBA. NBA e seleção brasileira Oscar Schmidt Reprodução/Instagram Após os Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, foi draftado pelo New Jersey Nets, mas recusou o contrato para continuar defendendo a seleção brasileira. Em 1987, conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, após vitória sobre os Estados Unidos na final. Pela seleção, acumulou recordes ao longo de quase duas décadas, com cinco participações consecutivas em Olimpíadas, além de marcas como o maior pontuador da história dos Jogos e a melhor média de pontos. Retorno ao Brasil e aposentadoria Na década de 1990, recebeu novo convite para atuar na NBA, mas voltou a recusar. Após passagem pelo Fórum, de Valladolid, na Espanha, retornou ao Brasil, onde jogou pelo Corinthians e outros clubes. Encerrou a carreira em 2003, no Flamengo. Pontuação na carreira Oscar Schmidt somou 49.737 pontos ao longo da carreira e, por anos, foi o maior pontuador da história do basquete. Em 2024, foi superado por LeBron James, que alcançou 49.760 pontos em jogos oficiais. Conquistas Pelos clubes, atuou por Palmeiras, Sírio, América, JuveCaserta, Pavia, Fórum/Valladolid, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie/Microcamp e Flamengo. Ao todo, conquistou oito títulos nacionais como jogador amador e profissional. Pela seleção brasileira, venceu três Sul-Americanos, duas Copas América e um Pan-Americano. Olimpíadas Apesar de não ter conquistado medalhas olímpicas, acumulou recordes nos Jogos: Participou de cinco edições consecutivas e é recordista ao lado de Teófilo Cruz (Porto Rico) e Andrew Gaze (Austrália); Foi cestinha em três edições: Seul 1988 (338 pontos, sendo 55 em um jogo), Barcelona 1992 (198) e Atlanta 1996 (219); Em Seul 1988, estabeleceu marcas como melhor média de pontos, mais pontos em uma edição e recordes em cestas de dois e três pontos e lances livres. Recusa à NBA Oscar teve duas oportunidades de jogar na NBA. A primeira foi em 1984, quando foi escolhido no draft pelo New Jersey Nets, mas recusou devido à regra da Fiba que impedia jogadores da liga de defenderem seleções nacionais. Três anos depois, conquistou o ouro no Pan de Indianápolis com a seleção brasileira. Em 1992, já com quase 35 anos, recebeu novos convites, mas voltou a recusá-los. Hall da Fama Em 2013, foi introduzido no Hall da Fama da NBA, em reconhecimento à carreira e à contribuição ao basquete mundial. No discurso, relembrou momentos da trajetória e agradeceu às pessoas que fizeram parte da sua história. Oscar Schmidt Reprodução/Instagram Oscar Schmidt fala sobre sua rotina intensa de treinos durante carreira