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Mulher presa em confusão com guarda-vida em Ubatuba é colocada em liberdade provisória pela Justiça

Polícia Civil investiga briga entre guarda-vidas e família na Praia Grande, em Ubatuba A mulher de 36 anos, que foi presa suspeita de ter sido racista contra ...

Mulher presa em confusão com guarda-vida em Ubatuba é colocada em liberdade provisória pela Justiça
Mulher presa em confusão com guarda-vida em Ubatuba é colocada em liberdade provisória pela Justiça (Foto: Reprodução)

Polícia Civil investiga briga entre guarda-vidas e família na Praia Grande, em Ubatuba A mulher de 36 anos, que foi presa suspeita de ter sido racista contra um guarda-vidas em uma confusão em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, foi colocada em liberdade provisória pela Justiça nesta sexta-feira (9). Angélica Cristina da Silva Ramos tinha sido presa em flagrante nesta quinta (8), depois da confusão que aconteceu na Praia Grande. Ela passou por audiência de custódia nesta sexta e foi solta mediante medidas cautelares. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ela foi liberada sem necessidade de pagamento de fiança, mas terá que cumprir medida cautelar, como o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar atividades. A briga Segundo o boletim de ocorrência, a briga começou com um caso de criança desaparecida na praia. A mulher de 36 anos alegou à Polícia Militar que pediu ajuda aos guarda-vidas e não foi atendida. Ela disse também que, em seguida, passou a ser ofendida e agredida pelos guardas. Já os guarda-vidas relataram que, no momento em que a mulher pediu ajuda, estavam empenhados em salvar uma vítima de afogamento. Mulher acusou guarda-vidas de não prestarem auxílio na busca por uma criança desaparecida. Reprodução/TV Vanguarda De acordo com os guarda-vidas, eles passaram a ser ofendidos verbalmente pela mulher e pela família dela, "inclusive com xingamentos de cunho racial, o que culminou em agressões físicas", narra o B.O. O xingamento de cunho racial foi "macaco", segundo um dos guardas. "Testemunhas presenciais presenciaram as agressões contra guarda-vidas já imobilizados, inclusive com possíveis ofensas raciais proferidas por (...), chamando-o de "Macaco" enquanto outras relataram apenas agressões contra os guarda-vidas, sem terem presenciado o início da confusão ou ouvido ofensas de cunho racial", diz o documento. Ainda à polícia, a mulher de 36 anos negou ter praticado injúria racial e disse que apenas respondeu às supostas ofensas dos guarda-vidas. "A equipe policial não presenciou o início dos fatos, mas encontrou grande tumulto, com partes exaltadas e desobedecendo ordens, sendo necessário conter e algemar um dos guarda-vidas até a chegada de apoio, ocasião em que a situação foi controlada", relata a PM no boletim de ocorrência. As pessoas envolvidas na briga tiveram apenas ferimentos leves. O caso foi lesão corporal, vias de fato, desacato e injúria racial e é investigado. O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) informou que não foi possível identificar quem deu início às agressões. "No momento do contato, o guarda-vidas temporário realizava atendimento a uma ocorrência de emergência no mar, circunstância que gerou insatisfação por parte da solicitante, a qual passou a hostilizar verbalmente o profissional, ocasionando exaltação entre as partes", diz a corporação. A criança que estava desaparecida foi encontrada. A defesa de Angélica Cristina da Silva Ramos é procurada pelo g1 e esta matéria será atualizada quando houver posicionamento. Praia Grande, em Ubatuba (SP) Reprodução/EPTV Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina