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Memorial em homenagem aos Mamonas Assassinas tem centro de incubação para mudas com cinzas da banda; conheça

Sementes com as cinzas dos integrantes dos Mamonas Assassinas serão colocadas em uma incubadora até germinarem. Paola Patriarca/g1 Trinta anos após o trágic...

Memorial em homenagem aos Mamonas Assassinas tem centro de incubação para mudas com cinzas da banda; conheça
Memorial em homenagem aos Mamonas Assassinas tem centro de incubação para mudas com cinzas da banda; conheça (Foto: Reprodução)

Sementes com as cinzas dos integrantes dos Mamonas Assassinas serão colocadas em uma incubadora até germinarem. Paola Patriarca/g1 Trinta anos após o trágico acidente aéreo que matou os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas, as famílias inauguraram nesta segunda-feira (2) um memorial feito em homenagem aos músicos no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O espaço receberá cinco jacarandás, cada um representando Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio, em um gesto simbólico de “renovação e eternidade”. A cerimônia, reservada aos familiares, começou por volta das 14h. Parte das cinzas dos músicos — cremadas após exumação — foi colocada junto às sementes de jacarandá dentro de urnas individuais. Em seguida, cada urna foi levada para uma incubadora preparada para receber as cinco urnas. Todas identificadas com foto e nome dos músicos. Antes de colocar as urnas no centro, havia uma violinista tocando músicas dos Mamonas Assassinas. Cada parente leu um texto em homenagem. Como foi por ordem alfabética, a primeira família a colocar a urna no centro de incubação foi a do guitarrista Bento. Conforme o Jardim BioParque Memorial, as urnas ficarão no centro de incubação de 12 a 24 meses, período em que as sementes vão germinar e se tornar mudas de jacarandá. O centro onde as urnas ficarão nesse período fica a poucos metros do memorial criado para a banda. Nele, há placas identificando onde cada músico terá suas cinzas plantadas com as sementes. Na frente do espaço está a famosa Brasília amarela. Já atrás estão os túmulos dos integrantes dos Mamonas. Familiares dos integrantes do Mamonas Assassinas na inauguração do memorial Paola Patriarca/ g1 Família do cantor Dinho, do Mamonas Assassinas Paola Patriarca/g1 Integrantes dos Mamonas Assassinas foram sepultados no Cemitério Primaveras, em Guarulhos. Paola Patriarca/g1 Jaqueta intacta Em 23 de fevereiro, durante a exumação dos corpos dos músicos, foi encontrada uma jaqueta intacta sobre o caixão de Dinho, o vocalista do grupo. Também foi localizado um bicho de pelúcia, em bom estado de conservação, sobre o caixão de Bento. O g1 e a TV Globo obtiveram com exclusividade acesso às fotos da jaqueta. O CEO da marca Mamonas, Jorge Santana, explicou que a peça havia sido colocada sobre o caixão do vocalista no dia do enterro. Ela é do mesmo modelo da que foi flagrada no local do acidente pela equipe de reportagem da TV Globo, mas em vermelho. Jaqueta encontrada sobre caixão tinha símbolo da banda e bandeira do Brasil "O que sabemos é que essa jaqueta foi jogada por uma pessoa da equipe dos Mamonas e não pela então namorada, a Valéria. Estava sobre o caixão, na parte de cima, e encontramos ela intacta mesmo". O achado da roupa intacta levou a várias especulações nas redes sociais, mas a explicação está no material. A roupa era feita de nylon, um tipo de plástico que pode levar até 200 anos para se decompor. “É um material de duração praticamente eterna. Esse tipo de roupa, em condições naturais no meio ambiente, pode chegar a 200 anos intacta. Considerando que ela estava enterrada, esse tempo pode ser ainda maior”, explicou Fabrício Stocker, professor da FGV. Memorial Mamonas Assassinas Paola Patriarca/ g1 Mamonas Assassinas: veja imagens exclusivas da jaqueta encontrada intacta sobre caixão de Dinho durante exumação em SP Arquivo Pessoal Segundo o pai de Dinho, Hildebrando Alves Leite, a família pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos. A proposta é que a peça passe a integrar o acervo em exposição permanente, permitindo que visitantes e fãs tenham acesso ao item. “A exumação é uma evolução e você tem que acompanhar. Antes não tinha essa tecnologia. E a evolução te faz aprender a viver os dias de hoje”, afirmou. Ao g1, a cunhada de Bento afirmou que não sabe quem colocou a pelúcia no caixão do guitarrista, mas acredita que o objeto tenha sido entregue por algum fã à mãe de Bento, como forma de homenagem, e depois colocado sobre o caixão. A peça será exposta no memorial dedicado à banda no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. "Durante a exumação vimos que o ursinho de pelúcia estava bem em cima da urna, praticamente intacto. Assim, estava sujo de terra, lógico, mas praticamente intacto. Agora, pretendemos deixar no memorial que será feito para eles", afirmou Claudia Hinoto, casada com o irmão de Bento, Maurício Hinoto. Bicho de pelúcia é encontrado sobre caixão do guitarrista Bento, do Mamonas Assassinas Arquivo Pessoal Memorial Os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram exumados para que as cinzas sejam depositadas em árvores nativas em um memorial ecológico que será aberto à visitação. Ainda não há data divulgada para inauguração. A ideia das famílias é plantar cinco jacarandás, um para cada integrante, no espaço que será chamado de Jardim BioParque Memorial Mamonas. A escolha da árvore tem valor simbólico e ambiental, e o objetivo é de que o local se torne um "memorial vivo", unindo natureza, tecnologia e memória. “A ideia foi tirar da lógica de túmulo estático e transformar em um espaço de vida, encontro e homenagem permanente”, afirmou Jorge Santana. De acordo com ele, a proposta foi apresentada pelo grupo gestor do cemitério às famílias, que aprovaram de forma unânime pouco antes do anúncio público, feito nesta semana. O espaço será instalado atrás dos túmulos originais, que serão mantidos como referência. Cada árvore terá identificação nominal e recursos digitais para que visitantes possam acompanhar o crescimento em tempo real, além de acessar conteúdos multimídia, como clipes, entrevistas e registros históricos da banda. Totens interativos também devem integrar o percurso. Segundo Jorge Santana, a visitação será gratuita e cada família terá controle sobre o conteúdo disponibilizado no memorial, tanto no ambiente físico quanto nas plataformas digitais. A intenção é permitir atualizações e interações permanentes. A família também estuda a criação de um museu dedicado ao grupo, com acervo de roupas e objetos pessoais, além de ampliar as ações do Instituto Mamonas Assassinas, que já desenvolve projetos sociais, como o Mamonas Futebol para Amputados e iniciativas voltadas ao autismo. Guarulhos, cidade natal da banda e segundo município mais populoso do estado de São Paulo, deve integrar o memorial à sua rota cultural. A expectativa da família é que o espaço se torne um ponto permanente de visitação e ajude a manter viva a história do grupo. Documentário Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 Divulgação Nesta segunda (2), a TV Globo apresenta o documentário ‘Mamonas – Eu Te Ai Lóve Iú’, que relembra, com a graça e a ousadia típicas dos ‘Mamonas Assassinas’, como a banda alcançou um sucesso retumbante em tão pouco tempo e de forma tão marcante. Na produção que será exibida no ‘Cine BBB’, dentro do ‘Big Brother Brasil, e no ‘Tela Quente’, a trajetória dos cinco jovens de Guarulhos é reconstruída por meio de imagens e depoimentos exclusivos de familiares e personalidades que tiveram suas vidas impactadas pela banda, um relato repleto de humor, emoção e nostalgia, trinta anos após sua despedida inesperada. O documentário tem depoimentos de nomes como Serginho Groisman, Cláudio Manoel e Tom Cavalcante. ‘Mamonas – Eu te Ai Lóve Iú’ é uma produção do Núcleo de Documentários dos Estúdios Globo. A obra tem direção de Fellipe Awi e roteiro de Renato Terra e Gabriel Tibaldo. A produção é de Anelise Franco, produção executiva de Fernanda Neves, direção artística de Monica Almeida. A direção do Núcleo de Documentários é de Pedro Bial. Veja vídeo gravado pelo vocalista dos Mamonas Assassinas, Dinho, pouco tempo antes do acidente relatando sobre pane no avião: Mamonas Assassinas - Morte (1996)