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Justiça condena a mais de 30 anos de prisão réus por roubo que terminou na morte de jovem que tentava vender drone em SP

Jovem é morta com tiro na cabeça na Zona Leste de SP A Justiça condenou, na semana passada, dois dos quatro presos pelo assalto que terminou na morte da univ...

Justiça condena a mais de 30 anos de prisão réus por roubo que terminou na morte de jovem que tentava vender drone em SP
Justiça condena a mais de 30 anos de prisão réus por roubo que terminou na morte de jovem que tentava vender drone em SP (Foto: Reprodução)

Jovem é morta com tiro na cabeça na Zona Leste de SP A Justiça condenou, na semana passada, dois dos quatro presos pelo assalto que terminou na morte da universitária Beatriz Munhos, de 20 anos, ocorrido em 2025, na Zona Leste de São Paulo. Eles receberam penas de 30 anos de prisão cada um por latrocínio (roubo seguido de morte). Outros dois suspeitos permanecem presos e respondem em processo separado pelo mesmo crime. Beatriz foi morta com um tiro na cabeça ao reagir ao roubo, na frente do pai e do namorado. Câmeras de segurança registraram o crime (veja vídeo acima). Beatriz Munhos morreu após jogar spray de pimenta na direção de um dos criminosos, como mostra a foto a imagem da câmera de segurança da rua Reprodução/Redes sociais e arquivo pessoal No dia 1º de novembro, ela, o pai Lucas Munhos e o namorado Leonardo Silva saíram de carro de Sorocaba, no interior paulista, e foram até Sapopemba para vender um drone anunciado por R$ 35 mil a um suposto comprador contatado pela internet. A família, porém, caiu em uma emboscada: a quadrilha fingiu interesse pelo equipamento para atraí‑los ao local. 'Foi uma emboscada', diz pai de jovem morta por falsos ladrões 'Que crueldade fizeram com minha pequena', lamenta pai de jovem Como foi o crime 'Que crueldade fizeram com minha pequena', lamenta pai de jovem morta com tiro na cabeça Segundo a investigação da Polícia Civil, dois assaltantes armados em uma moto aguardavam as vítimas. Ao anunciarem o roubo, pegaram primeiro o celular do pai de Beatriz. Em seguida, um dos criminosos caminhou com o namorado da jovem até o carro da família para tentar levar o drone. Nesse momento, Beatriz saiu e jogou spray de gengibre no rosto do ladrão, que atirou. Os bandidos fugiram com o celular do pai, mas não conseguiram levar o drone. Durante as apurações, a polícia analisou as imagens e identificou quatro pessoas com participação no crime: dois executores e dois mentores. Julgamento dos executores Isaías Silva (à esquerda) e Lucas Pereira (à direita) foram condenados pelo latrocínio de Beatriz Munhos (ao centro) Reprodução Na última quinta‑feira (5), a Justiça julgou os dois executores. Diferentemente dos homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte) são julgados por juiz singular. Na sentença, o juiz Marcello Guimarães condenou Isaías dos Santos da Silva a 31 anos, 6 meses e 15 dias de prisão e Lucas Kauan da Silva Pereira a 30 anos, 4 meses e 15 dias. Isaías confessou ter feito o disparo, alegando que não teve intenção de atirar e que se assustou quando a jovem usou o spray; ele estava na garupa da moto pilotada por Lucas, que admitiu participação no roubo. “A decisão representa uma vitória significativa para a família. Seguimos acompanhando o caso na fase recursal, caso os réus venham a interpor recurso, para assegurar que a condenação seja mantida em sua integridade”, afirmou ao g1 o advogado Fábio Bornia, que representa os interesses da família de Beatriz e atuou como assistente de acusação ao lado do Ministério Público no julgamento. A equipe de reportagem tenta localizar as defesas de Isaías e Lucas para comentar a decisão. Dois mentores presos Polícia prende mais dois suspeitos de assalto em que jovem que vendia drone morreu Além dos executores, foram presos preventivamente Gabriel Ferreira e Mateus Andrade. Segundo a polícia, Gabriel criava perfis falsos em redes sociais para abordar anúncios de produtos de alto valor, como celulares e drones; Mateus também participava do esquema. O g1 também tenta localizar as defesas deles e confirmar com as autoridades se foram indiciados pela polícia, denunciados pelo Ministério Público ou tornaram‑se réus na Justiça pelo latrocínio. O caso dos dois tramita em outro processo, apartado do que julgou a morte de Beatriz. Gabriel Ferreira e Matheus Andrade estão presos por envolvimento no latrocínio de Beatriz Munhos Reprodução