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IPTU em Piracicaba: site sobrecarregado e filas marcam 1º dia para emissão de carnê

IPTU em Piracicaba: site sobrecarregado e filas marcam 1º dia para emissão de carnê Moradores de Piracicaba (SP) enfrentaram filas e dificuldades para emitir...

IPTU em Piracicaba: site sobrecarregado e filas marcam 1º dia para emissão de carnê
IPTU em Piracicaba: site sobrecarregado e filas marcam 1º dia para emissão de carnê (Foto: Reprodução)

IPTU em Piracicaba: site sobrecarregado e filas marcam 1º dia para emissão de carnê Moradores de Piracicaba (SP) enfrentaram filas e dificuldades para emitir o carnê do IPTU 2026 nesta segunda-feira (25). Sem o envio do boleto pelos Correios neste ano, contribuintes buscaram atendimento presencial, mas encontraram demora, sistema travando e atraso no atendimento. O site da administração municipal também apresentou instabilidade. Nas redes sociais, a Prefeitura informou que "o grande número de acessos ao site para emissão do carnê do IPTU 2026 provocou sobrecarga no sistema" e que "as equipes trabalham para normalizar o serviço o mais rápido possível". 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A EPTV, afiliada da TV Globo, acompanhou o atendimento na Prefeitura desde o início do dia. A reportagem encontrou pessoas que, por não terem acesso ou não saberem usar a internet, acordaram ainda durante a madrugada para chegar cedo. Com a queda do sistema, o serviço acabou interrompido, o que gerou revolta entre os contribuintes. Uma funcionária chegou a se posicionar na frente dos guichês para pedir "paciência". Ela explica que houve falha técnica e diz que estão tentando resolver (assista acima). Prefeitura de Piracicaba publica comunicado confirmando falha no sistema de emissão do IPTU 2026 Reprodução/Instagram O secretário de administração e governo de Piracicaba, Álvaro Luis Saviani, disse em entrevista que a Prefeitura dobrou a capacidade de atendimento e reabesteceu os insumos para garantir que a população recebesse os carnês presencialmente. Informou também que, caso a instabilidade persista, o horário do serviço poderá ser estendido e que os contribuintes não devem ser afetados. "A gente sabe que as pessoas estavam com essa ansiedade para ter acesso ao carnê por causa, infelizmente, da demora da decisão judicial. É importante destacar que os carnês estavam prontos, toda a logística pronta para ser entregue pelo Correio, mas por causa do questionamento do Ministério Público, houve essa demora lentidão". "O sistema está apresentando essa instabilidade, infelizmente. É um defeito da Prefeitura. Todos os nossos sistemas são antigos, parados no tempo [...] nós vamos monitorar em tempo real a quantidade de pessoas que vão ter acesso ao carnê. Se, por ventura, for um número considerável, tenho certeza que a gestão vai tomar uma atitude para que nenhum contribuinte seja prejudicado". Por volta do meio-dia, o atendimento acelerou e, até quase 13h, cerca de 1,1 mil pessoas haviam sido atendidas. A Prefeitura também espera que durante a noite o site, que no início da tarde continuava fora do ar, se restabeleça. Sem envio pelos Correios Diante do atraso na definição da lei que estabeleceu a regra do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) 2026, a Prefeitura decidiu não enviar os carnês pelos Correios este ano. Portanto, os contribuintes deveriam acessar o site oficial da administração municipal para emitir o documento e fazer o pagamento por código de barras ou QR Code. O acesso foi liberado nesta segunda e os contribuintes têm cinco dias úteis para realizar o pagamento da primeira parcela ou da cota única, que vencem na sexta-feira (29). A medida foi tomada após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, derrubar a liminar que suspendia a nova lei que estabelecia a atualização do código tributário municipal. Ele citou a autonomia do processo legislativo, a atuação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e os riscos da falta de cobrança do imposto - relembre abaixo. A lei foi alvo de questionamentos do Ministério Público de São Paul (MP-SP) ao afirmar que o projeto foi aprovado em meio a vícios legislativos, falta de transparência e ausência de estudos de impacto, o que caracterizou uma série de irregularidades públicas. O MP-SP entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura e um pedido de suspensão imediata dos efeitos da lei, que foi acatado em segunda instância e negado agora pelo STF. Com a decisão, os valores do IPTU passam a seguir o novo código, que alterou a Planta Genérica de Valores e mudou regras de cobrança de impostos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), além de outras taxas. A prefeitura informou, nesta terça-feira (19), que o novo IPTU contará com redução para cerca de 60% dos imóveis em Piracicaba. LEIA TAMBÉM: MP pede suspensão de aumento de IPTU e outros impostos em Piracicaba e aponta irregularidades Projeto aumenta IPTU para 69,4% dos imóveis e reduz para 30,6% em Piracicaba; veja valores Atuações O Município recorreu ao STF alegando que a suspensão da Lei Complementar nº 477/2025 causaria danos severos à economia pública e desorganizaria o planejamento orçamentário municipal. O ministro Edson Fachin baseou a decisão monocrática em três pontos: Ressaltou a autonomia do processo legislativo, destacando que a rapidez na tramitação da lei não configura, por si só, um vício jurídico que justifique a intervenção do Judiciário, pois a definição de ritos de urgência é uma questão interna do Legislativo. Apontou ilegitimidade do Ministério Público para propor ações civis públicas que questionem a constitucionalidade ou legalidade de tributos em defesa de contribuintes, uma vez que sua atuação deve se restringir à proteção do patrimônio público e social, e não a interesses patrimoniais individuais de natureza tributária. Por fim, o ministro considerou comprovado o risco de grave lesão à ordem e à economia públicas, já que a suspensão da lei impedia a arrecadação de mais de 230 mil lançamentos de IPTU, comprometendo o fluxo de receitas do município, o planejamento orçamentário para 2026 e a prestação de serviços públicos essenciais. O MP-SP informou que lamenta a decisão do STF, dela discorda, mas que respeita o que restou decidido. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.