Furtos de energia em Piracicaba no 1º trimestre superam em 11% o total de 'gatos' de 2025
Furtos de energia elétrica somam 1.200 casos em Campinas e Piracicaba em três meses Os furtos de energia registrados no 1º trimestre em Piracicaba já supera...
Furtos de energia elétrica somam 1.200 casos em Campinas e Piracicaba em três meses Os furtos de energia registrados no 1º trimestre em Piracicaba já superam em 11% o total de "gatos" encontrados na cidade em 2025. Segundo a CPFL, foram registradas 154 irregularidades entre janeiro e março, contra 138 de todo o ano passado. Segundo projeção da empresa, a energia desviada no período em Piracicaba e também em Campinas (SP), que contabilizou mil irregularidades no mesmo período, seria suficiente para abastecer 14,9 mil residências por mês. Além de ser crime, a fraude pesa no bolso de todos os consumidores, já que o prejuízo causado pelas ligações clandestinas é repassado na tarifa de energia, de acordo com a empresa. "Todas as perdas técnicas da distribuição de energia, durante a revisão tarifária, ela é repassada um percentual na conta de energia", explica Jean Oliveira Santana, o gerente de recuperação de energia da CPFL ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O dono de um salão de beleza de Campinas, Bruno Araújo, contou que o gasto mensal chega a R$ 4 mil e que precisou investir na infraestrutura elétrica para suportar a demanda. Para economizar, ele adotou medidas como desligar o ar-condicionado das salas quando não há clientes. "É toda uma maneira de a gente tentar reduzir o custo com o consumo de energia", disse. Riscos de acidentes A CPFL explica que as ligações clandestinas também afetam a qualidade do fornecimento de energia e aumentam os riscos de acidentes. "Gera sobreaquecimento na rede, gerando até casos de incêndio, que pode afetar não só a unidade consumidora que está fazendo a irregularidade, mas também todo o entorno da vizinhança", afirmou Jean. Fiscalização e prisões Furtos de energia em Campinas e Piracicaba abasteceriam 14,9 mil casas por mês, diz CPFL Reprodução/EPTV Para identificar as fraudes, a CPFL utiliza sistemas de inteligência que monitoram a rede e verificam qualquer anormalidade no consumo dos clientes. As operações de fiscalização são realizadas em conjunto com a Polícia Civil. "Os policiais garantem toda a segurança para que os fiscais possam fazer essa análise técnica e, havendo de fato esse indício no local, a perícia do Instituto de Criminalística vem para completar", explicou Marcelo Ferh, delegado da DIG de Campinas. O responsável pela fraude, se presente, é preso em flagrante. Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba.