Direita e esquerda recorrem a Eduardo Bolsonaro e Haddad para definir candidatos ao Senado em SP
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) Montagem g1: Reprodução e Ricardo Stuckert/PR A direita recorre ao ex-dep...
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) Montagem g1: Reprodução e Ricardo Stuckert/PR A direita recorre ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e a esquerda ao ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), para definir os nomes que disputarão o Senado por São Paulo em seus respectivos campos ideológicos. Em 2026, todos os estados e o DF escolherão dois senadores nas eleições. Guilherme Derrite (PP) e Simone Tebet (PSB) aparecem como os nomes mais prováveis à direita e à esquerda, respectivamente, enquanto a outra vaga segue em aberto e depende de articulações políticas. Na quinta-feira (9), a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, e o presidente da federação PSOL/Rede, Juliano Medeiros, se encontraram com Haddad, em São Paulo, para tentar viabilizar o apoio ao nome da ministra Marina Silva (Rede). Segundo presentes no encontro, Haddad mostrou simpatia pelo nome e disse precisar de algumas semanas para resolver a questão. “A gente apresentou a candidatura de Marina ao PT, que achou legítima. Tem que ter paciência para que a construção aconteça. Ninguém quer confusão. Nossa federação tem direito a espaço”, afirma Medeiros. Initial plugin text A indicação pode se tornar um obstáculo para o ex-ministro Márcio França (PSB), que deixou o governo com a intenção de disputar o Senado. Aliados de Marina argumentam que seria excessivo a esquerda lançar duas candidaturas do mesmo partido — cenário em que França e Tebet concorreriam à Casa. Como mostrou o g1, na semana passada, França reuniu-se com o pré-candidato ao governo Fernando Haddad e, segundo relatos, voltou a se colocar à disposição para a disputa. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Integrantes da cúpula do PSB avaliam que Márcio França tem chances de ser escolhido, sobretudo pela limitação de nomes aliados ao PT em São Paulo para a disputa ao Senado. A direção do partido também não descarta a possibilidade de negociar a vaga de vice na chapa de Haddad ao governo. Segundo o presidente do diretório do PT em São Paulo, Kiko Celeguim, “bater o martelo neste momento significaria fechar portas”. “Nas pesquisas, os três estão muito bem [Márcio França, Marina Silva e Simone Tebet], mas pesquisa não quer dizer eleição. Vamos decidir tudo com muita calma para não errar o nome que tem mais chances de se eleger”, afirma Kiko. PL vai se reunir com Eduardo Bolsonaro Já à direita, o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, devem viajar aos Estados Unidos no próximo dia 19 para se reunir com Eduardo Bolsonaro e tentar convencê-lo a apoiar Prado, preterido para a vaga de vice na chapa à reeleição de Tarcísio. "Vamos conversar e ver o que ele [Eduardo] resolve", diz Valdemar. Inicialmente, a vaga do PL para concorrer ao Senado por São Paulo seria ocupada pelo ex-deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então. Como está fora do país, ele teve o mandato na Câmara dos Deputados cassado por faltas, e responde a processo administrativo na Polícia Federal (PF). Ele é alvo de uma ação penal no Supremo acusado de tentar interferir e influenciar, fora do país, no julgamento do processo da trama golpista. Afilhado político de Valdemar, André do Prado mantém relação próxima com Tarcísio e é visto como favorito na disputa, que pode incluir nomes como o deputado federal Mário Frias (PL) e o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo.