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Chefe de quadrilha que produzia e comercializava armas feitas em impressora 3D é preso no interior de SP

Armas em impressoras 3D: operação prende chefe de esquema no interior de SP Um homem apontado como chefe de uma quadrilha investigada por fabricar armamentos ...

Chefe de quadrilha que produzia e comercializava armas feitas em impressora 3D é preso no interior de SP
Chefe de quadrilha que produzia e comercializava armas feitas em impressora 3D é preso no interior de SP (Foto: Reprodução)

Armas em impressoras 3D: operação prende chefe de esquema no interior de SP Um homem apontado como chefe de uma quadrilha investigada por fabricar armamentos com impressoras 3D foi preso na manhã desta quinta-feira (12) em Rio das Pedras (SP), no interior de São Paulo. A ação faz parte da Operação Shadowgun, que cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em ao menos 11 estados. O g1 apurou que o preso é Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca. Os investigadores descobriram que ele é engenheiro e usava um nome falso para publicar testes e orientações para montagens das armas. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram O suspeito chegou a criar um manual de mais de 100 páginas para que qualquer pessoa com conhecimento em impressão 3D pudesse produzir armas não rastreáveis em poucas semanas, com materiais de fácil acesso e baixo custo, segundo a polícia. Na cidade, os agentes também apreenderam em um galpão armas de diversos calibres, incluindo pistolas, revólveres, espingardas e rifles, além de coletes, capacetes, munições, rádios, celulares, computadores e equipamentos eletrônicos. LEIA TAMBÉM: Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D; 4 são presos Até a última atualização desta reportagem, além de Lucas, outros três homens haviam sido presos. Agentes saíram para cumprir 5 mandados de prisão em São Paulo e 36 de busca e apreensão. Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A Polícia Civil do Rio e Janeiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública também atuam nas investigações. Segundo as investigações da 32ª DP (Taquara) e do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ), o grupo produzia e comercializava principalmente carregadores de armas de fogo feitos por impressão 3D, além de divulgar projetos de “armas fantasmas” — que não possuem rastreabilidade. Algumas das armas produzidas em impressoras 3D Reprodução Os denunciados responderão na Justiça pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo. Onde os mandados são cumpridos Bahia Espírito Santo Goiás Minas Gerais Pará Paraíba Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Roraima Santa Catarina São Paulo No interior de São Paulo, os mandados são cumpridos em Rio das Pedras, Piracicaba, Saltinho e Tambapú, na região central. Como funcionava o esquema O principal produto disseminado pelo grupo é uma arma semiautomática impressa em 3D. O projeto era divulgado com um manual técnico detalhado e com um “manifesto ideológico” defendendo o porte irrestrito de armas. De acordo com a Polícia Civil, o chefe da organização é um engenheiro especializado em controle e automação. Com um nome falso, ele publicava nas redes sociais testes balísticos, atualizações de design e orientações sobre calibração e montagem das armas. O homem ainda elaborou um manual com mais de 100 páginas detalhando o processo de fabricação, o que permitiria que pessoas com conhecimento intermediário em impressão 3D produzissem o armamento com equipamentos de baixo custo e em casa. As investigações apontam que o material circulava em redes sociais, em fóruns e na dark web. O grupo também utilizava criptomoedas para financiar as atividades. Impressoras 3D eram usadas para fabricar armas e acessórios Reprodução Estrutura organizada A força-tarefa identificou outros 3 integrantes do esquema. Cada um exercia uma função específica: “suporte técnico” direto; divulgação e articulação ideológica; propaganda e identidade visual. Para a polícia, a organização tinha divisão clara de tarefas e combinava conhecimentos em engenharia, impressão 3D e segurança digital para viabilizar a produção e disseminação dos armamentos. Vendas em 11 estados A apuração identificou que o material foi negociado com 79 compradores entre 2021 e 2022. Os clientes estão espalhados por 11 estados. Segundo a investigação, muitos possuem antecedentes criminais, principalmente por tráfico de drogas e outros delitos graves. A polícia investiga se o material abastecia o crime organizado, incluindo tráfico de drogas e milícias. Um dos compradores está preso após ser flagrado com grande quantidade de armas e munição. No Rio de Janeiro, foram identificados 10 compradores, em cidades como São Francisco de Itabapoana, Araruama, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e na capital, nos bairros do Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. As diligências têm apoio das Polícias Civis de outros estados. Operação mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba