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Caso de passageiro sugado durante voo relembra tragédia em que homem foi ejetado de avião em SP

Passageiro é parcialmente sugado para fora de janela de avião durante voo O caso do passageiro que sobreviveu que foi parcialmente sugado para fora da janela ...

Caso de passageiro sugado durante voo relembra tragédia em que homem foi ejetado de avião em SP
Caso de passageiro sugado durante voo relembra tragédia em que homem foi ejetado de avião em SP (Foto: Reprodução)

Passageiro é parcialmente sugado para fora de janela de avião durante voo O caso do passageiro que sobreviveu que foi parcialmente sugado para fora da janela de um avião reacendeu a memória do episódio de descompressão mais marcante da aviação brasileira e que está prestes a completar 30 anos: em 1997, uma explosão em um avião da TAM ejetou um passageiro para fora da aeronave durante uma viagem entre São Paulo e o Rio de Janeiro. O passageiro, que morreu, era o engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos, de 38 anos, de São José dos Campos (SP). Ele havia embarcado no aeroporto da cidade com destino a São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp O Fokker 100 havia decolado na manhã de 9 de julho do Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, com destino a São Paulo. O avião fez uma parada em São José dos Campos, onde 25 pessoas embarcaram, entre elas, Fernando. O voo de São José a capital era curto, de apenas 20 minutos, e a explosão ocorreu cerca de 10 minutos após a decolagem. O corpo de Fernando caiu em uma área rural de Suzano. Explosão que causou a morte de uma pessoa abriu um buraco na aeronave Reprodução/TV Diário O avião com um rombo na fuselagem após a ejeção de Fernando conseguiu pousar em segurança em Congonhas e, apesar do susto, nenhum outro passageiro sofreu ferimentos graves. Cerca de 60 pessoas estavam a bordo. A investigação não chegou a ter um desfecho judicial. O principal suspeito à época, o professor Leonardo Teodoro de Castro, foi considerado incapaz de responder à Justiça se foi responsável por um artefato que, ao explodir, arrancou parte da fuselagem do avião. Três dias após a explosão no voo, Castro foi atropelado por um ônibus, na Avenida Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, e ficou em estado vegetativo após passar quase um ano na UTI. Por isso, o advogado do suspeito solicitou e conseguiu a suspensão do processo. O advogado dele, Tales Castelo Branco, defendia que o acidente com o cliente foi uma 'infelicidade muito grande porque impediu que ele mesmo provasse sua inocência'. A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva do professor, mas foi revogada antes mesmo do julgamento de um recurso ser apresentado. O advogado também disse à época que não foram encontradas provas contra seu cliente e que o professor Castro não tentava suicídio quando foi atropelado pelo ônibus. Em setembro de 2023 a Justiça Federal arquivou o processo e declarou extinta a punibilidade - ou seja, a juíza reconheceu que não era mais possível aplicar ou executar uma punição. Reportagem do jornal O Diário de Mogi foi uma das primeiras a chegar ao local no dia do fato TV Diário/Reprodução Passageiro sugado pela janela de avião: caso parecido já aconteceu com piloto, que ficou 20 minutos 'pendurado' para fora e sobreviveu Acidente com avião da TAM que matou uma pessoa em Suzano completa 26 anos Quem era a vítima Fernando Caldeira de Moura era diácono e frequentador da Igreja Cristã Evangélica de São José dos Campos. Na época do acidente ele era casado e tinha duas filhas pequenas. A família de Fernando era de São Sebastião, no litoral norte, e ele era dono de uma empresa que atendia o setor aeronáutico, sobretudo a Embraer.