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'Camarote clandestino': Prefeitura de SP multa empresas que fecharam calçadas para fazer ‘área VIP’ durante cortejos de blocos

Empresa é multada por fechar calçada em bloco de carnaval de SP e cobrar ingresso de R$450 A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (12) que mul...

'Camarote clandestino': Prefeitura de SP multa empresas que fecharam calçadas para fazer ‘área VIP’ durante cortejos de blocos
'Camarote clandestino': Prefeitura de SP multa empresas que fecharam calçadas para fazer ‘área VIP’ durante cortejos de blocos (Foto: Reprodução)

Empresa é multada por fechar calçada em bloco de carnaval de SP e cobrar ingresso de R$450 A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (12) que multou duas empresas por fecharem calçadas para fazer "áreas VIPs", com cobrança de ingressos e sem autorização municipal durante os cortejos de blocos de carnaval. Os "camarotes" foram denunciados pelo vereador Nabil Bonduki (PT) nas redes sociais e aconteceram no domingo (8), durante os blocos Acadêmicos do Baixo Augusta, na Rua da Consolação, no Centro, e o Beleza Rara, na Av. Brigadeiro Faria Lima, na Zona Sul. O caso mais emblemático e que viralizou nas redes sociais foi o da empresa imobiliária Housi, que fechou a calçada em frente a um empreendimento de apartamentos na Faria Lima para fazer uma área VIP para convidados que desejassem assistir ao Beleza Rara, da Banda Eva. O empresário Alexandre Lafer Frankel gravou um vídeo Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais O bloco se apresentou na Faria Lima na tarde do domingo (8) e o próprio CEO da Housi – o empresário Alexandre Lafer Frankel – gravou um vídeo vestindo um abadá do evento na rua e comentando que a entrada no espaço era para um grupo seleto. Os ingressos custavam R$ 450 (veja vídeo acima). “É a quarta edição do evento, e a gente conseguiu reunir mais de mil pessoas aqui na Faria Lima. Virou um dos camarotes mais desejados de São Paulo”, disse Frankel no vídeo que viralizou, e onde ele mesmo apresenta o evento sem licença municipal (veja vídeo acima). O vídeo virou alvo de piadas e foi classificado como "o carnaval da gente diferenciada" por usuários das redes sociais. Após a repercussão, a empresa apagou o vídeo do empresário. "As definições de vergonha alheia foram atualizadas com sucesso, 'meeeeeu'”…", escreveu o humorista carioca Antonio Tabet, do Porta dos Fundos, ao compartilhar o vídeo. Ao g1, a Subprefeitura de Pinheiros informou que o evento não tinha licença municipal para acontecer e cobrar ingresso e, portanto, “o condomínio localizado na Avenida Brig. Faria Lima, 4540, foi autuado no valor de R$ 12.846,00 por realizar evento sem autorização.” O vereador Nabil lembrou que o carnaval é um evento democrático: “Ainda que tenha demorado para agir, é muito bom que a prefeitura esteja multando os donos desses camarotes irregulares, que se apropriam do espaço público para lucrar indevidamente. O carnaval é uma festa democrática, popular, e não pode haver privilégios para essas pessoas que, por terem maior poder econômico, se julgam diferenciadas." Em nota enviada ao g1, a Housi disse que tomou conhecimento das manifestações nas redes sociais e reafirma seu compromisso com a transparência e com a correta informação dos fatos. "O evento teve caráter privado, com a participação de parceiros e clientes da comunidade Housi. A ação foi realizada em área privativa do edifício, devidamente delimitada por estruturas que separavam o espaço interno da via pública, sem qualquer bloqueio de calçada ou restrição ao uso do espaço público. Ressaltamos que a organização e a delimitação do espaço público na região foram definidas pela Prefeitura de São Paulo para o período de Carnaval e integralmente respeitadas pela empresa", diz o texto. "Até o momento, a Housi não recebeu qualquer notificação formal ou multa por parte do poder público. A empresa reforça seu compromisso com a cidade, com o cumprimento das normas vigentes e com uma convivência urbana responsável, permanecendo à disposição para prestar os esclarecimentos necessários", completou a empresa. Apresentação do bloco de carnaval 'Beleza Rara', da Banda Eva, na Av. Brig. Faria Lima, no último domingo (8), na Zona Sul de SP. Montagem/g1/Reprodução/Redes Sociais 'Baixo Augusta Premium' Restaurante Sujinho fecha calçada durante bloco e cria 'área VIP' irregular No mesmo dia, na Rua da Consolação, no Centro, o restaurante Sujinho também fechou a calçada em frente ao restaurante e cobrou R$ 250 de ingresso a quem quisesse acompanhar o cortejo do Baixo Augusta, que reuniu milhares de pessoas, e acabou em tumulto. Pelo terceiro ano seguido, o Sujinho ofereceu a área CIP clandestina aos clientes, também sem autorização municipal. Segundo a Subprefeitura da Sé, o restaurante “foi autuado no valor de R$ 4.615,54, pela instalação de grades no passeio público e o responsável terá o prazo de 30 dias para regularizar a situação”. A prefeitura disse que, nos dois casos, haverá fiscalização nos próximos dias de carnaval para que novas ocupações de espaços públicos com cobrança de ingresso não ocorram. “As equipes de fiscalização das subprefeituras irão monitorar as atividades nos locais nos demais dias de carnaval e no pós-carnaval. De acordo com o art. 2º do Decreto nº 58.832/2019, é proibida a instalação, no passeio público, de aparelhos de som e televisores, caixas acústicas e amplificadores, bem como quiosques, estandes, grades fixas, anúncios não autorizados, guarda-sóis ou coberturas em desacordo com as normas vigentes.” Nas redes sociais, Bonduki disse que, no caso do Sujinho, "é a privatização ilegal do espaço público". "Um bar simplesmente cercou as calçadas de ambos os lados da avenida para montar um camarote pago, impedindo a circulação de pedestres em uma via já saturada, sem qualquer autorização conhecida. Já é o terceiro ano que esse bar comete essa ilegalidade, e a prefeitura não faz nada", escreveu. "Isso não é festa popular. É apropriação indevida da cidade, com risco real para as pessoas. Carnaval não pode ser um negócio privado feito às custas da segurança coletiva. Fiscalização e planejamento existem para evitar tragédias, não para agir depois que tudo deu errado", afirmou o petista (veja vídeo abaixo). Initial plugin text O bloco se apresentou na Faria Lima na tarde do domingo (8) e o próprio CEO da Housi – o empresário Alexandre Lafer Frankel – gravou um vídeo vestindo um abadá do evento na rua e comentando que a entrada no espaço r Estudo pago pela própria Prefeitura de SP diz que máximo de foliões que cabem no Ibirapuera é 290 mil