Aeroportos de Congonhas e Guarulhos têm voos cancelados nesta sexta como reflexo de falha técnica
Aeroportos de Congonhas e Guarulhos têm voos cancelados nesta sexta como reflexo de falha Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, amanheceram co...
Aeroportos de Congonhas e Guarulhos têm voos cancelados nesta sexta como reflexo de falha Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, amanheceram com voos cancelados nesta sexta-feira (10), como reflexo após falha no Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, ocorrido nesta quinta (9). Aeroporto de Congonhas (até as 4h45): 5 partidas e 7 chegadas canceladas; 2 chegadas atrasadas. Aeroporto de Guarulhos (entre 4h e 7h): 4 chegadas canceladas. Voos do Aeroporto de Congonhas cancelados na manhã desta sexta-feira (10) Reprodução/TV Globo Operação estendida A operação do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, foi estendida até a meia-noite desta quinta-feira (9), segundo informações da Aena, concessionária responsável pela gestão do aeroporto. A operação comercial de Congonhas para pousos e decolagens funciona diariamente das 6h às 23h. Segundo nota da concessionária, a medida visava "reduzir os impactos na malha aérea nacional, causados pela suspensão temporária dos voos no espaço aéreo da Terminal São Paulo nesta manhã". O texto informa também que a decisão foi tomada após um pedido das companhias aéreas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), e aprovado pelo órgão. O diretor-presidente da agência, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que o Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste, localizado no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, foi esvaziado devido à presença de fumaça fora do prédio operacional nesta quinta. "Não houve incêndio, não houve pane elétrica, nenhum sistema parou de funcionar. O que houve foi um princípio de fumaça fora do prédio. Como se trata de um prédio fechado, havia o risco de a fumaça adentrar o ambiente. Por isso, foi feita a evacuação, até que se verificasse a origem dessa fumaça", disse à Globonews. Na manhã desta quinta, bombeiros chegaram a ser acionados para o local, o que levantou suspeitas de que pudesse ter ocorrido um incêndio. Segundo apuração da Globonews e da TV Globo, alguns controladores sentiram cheiro de queimado e viram fumaça. Faierstein afirmou que a origem da fumaça ainda está sendo investigada. Ao constatarem que a fumaça não entraria no prédio — o que levou cerca de 30 minutos —, os controladores retomaram o trabalho normalmente. Nenhum sistema nem a segurança de voo foram comprometidos, segundo o presidente da Anac. Os voos em Congonhas ficaram interrompidos entre as 8h58 e as 10h09, segundo a Aena, concessionária que administra o aeroporto. Devido aos atrasos, a Anac afirmou que avalia ampliar o horário de funcionamento do aeroporto para reduzir os impactos aos passageiros. O que diz a FAB Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), informou que a interrupção durou 36 minutos, das 9h30 às 10h06, "devido a um problema técnico operacional, na região de São Paulo", mas não explicou o que causou essa falha. Disse ainda que "as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo". A FAB acrescentou ainda "as atividades já foram restabelecidas e o problema técnico será apurado pelo DECEA". O que diz o Ministério de Portos e Aeroportos O Ministério de Portos e Aeroportos disse que foi identificado um problema técnico no Controle de Aproximação (APP, do inglês Approach Control) na região de São Paulo, o que fez com que as autorizações de decolagem na área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP), que abrange os aeroportos de Congonhas e Guarulhos, fossem suspensas por 35 minutos. Disse ainda que o ministério e a Anac, com o apoio das concessionárias de Guarulhos e de Congonhas trabalham "conjuntamente para identificar os possíveis impactos na malha aérea por conta da intercorrência" e mantém articulação com o Decea "para garantir a plena regularidade das operações". O que diz a Anac A Anac informou que chegou a acionar um conjunto de ações iniciais previstas no protocolo de pré-crise, com o objetivo de acompanhar os impactos da paralisação e a evolução do cenário, mas que, "como a operação aparentemente já foi restabelecida, concentra as ações em ver quais empresas aéreas e rotas foram afetadas e quantos passageiros acabaram impactados. A agência também irá acompanhar, ao longo do dia, o desempenho operacional das empresas e dos aeroportos afetados, para avaliação de eventuais reflexos e efeitos em cascata na malha.