cover
Tocando Agora:

Academia onde jovem morta em salto de rope jump trabalhava na Grande SP cancela festa de aniversário e presta homenagens

Academia onde Maria Eduarda Rodrigues trabalhava publicou nota de pesar Reprodução/Instagram A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, mobili...

Academia onde jovem morta em salto de rope jump trabalhava na Grande SP cancela festa de aniversário e presta homenagens
Academia onde jovem morta em salto de rope jump trabalhava na Grande SP cancela festa de aniversário e presta homenagens (Foto: Reprodução)

Academia onde Maria Eduarda Rodrigues trabalhava publicou nota de pesar Reprodução/Instagram A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, mobilizou colegas e a academia Panobianco Silverstone, em Jandira, na Grande São Paulo, onde a jovem trabalhava. Desde sábado (13), a empresa tem publicado homenagens e mensagens de solidariedade. Maria Eduarda morreu após ser jogada de uma altura de cerca de 40 metros sem cordas durante um salto de rope jump, na manhã de sábado (13), em Limeira, interior paulista. O corpo dela foi enterrado neste domingo (14) em Jandira. (veja mais abaixo). No próprio sábado, a academia publicou uma nota de pesar lamentando a morte da colaboradora. "Maria Eduarda foi mais do que uma colaboradora, foi exemplo de dedicação, comprometimento, alegria e respeito. Sua presença deixou marcas positivas em todos ao seu redor e sua ausência deixará saudades eternas", afirmou a empresa. No domingo (14), a unidade divulgou que permaneceria fechada. "A dor da perda é profunda, mas o amor e as lembranças permanecem para sempre. Agradecemos a compreensão e o carinho de todos", diz o comunicado. Já nesta segunda-feira (15), a academia informou em um vídeo que cancelou a comemoração de aniversário dos dois anos da unidade. Os sorteios previstos para os alunos, porém, serão mantidos. "Hoje, nos unimos em respeito, saudade e gratidão pela história que a Duda construiu conosco", diz a legenda da publicação. Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morta após ser lançada em rope jump sem corda Reprodução Tragédia Segundo a Polícia Militar, uma testemunha relatou que os funcionários da empresa responsável esqueceram de colocar o equipamento antes do salto. Em um vídeo divulgado nas redes sociais é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e, instantes depois, é possível ouvir vozes de desespero, gritando: "a corda", "gente, a corda". 🔎 O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes. Polícia de SP investiga salto sem cordas que matou uma jovem de 21 anos em Limeira A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local pelas equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Polícia Civil, o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto. Uma testemunha, que saltaria logo após a jovem, relatou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança na vez de Maria Eduarda. Seus pessoas foram detidas e três homens foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. A mãe de Maria Eduarda se pronunciou nas redes sociais no domingo (14). "Minha filha amada, só hoje eu quis te abraçar mais de mil vezes. Como está me doendo sua partida. Te amo eternamente, minha princesa. E muito obrigada por fazer parte da minha vida durante esses 21 anos. Que honra foi ouvir você me chamar de mãe. Deus obrigada por esse privilégio", escreveu Valdenia Maria Rodrigues. Pedido A deputada federal Erika Hilton (PSOL) protocolou nesta segunda-feira (15) um pedido à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal para a instauração de investigação criminal contra usuários da rede social X (antigo Twitter) por publicações relacionadas à morte de Maria Eduarda. A parlamentar relembra o caso e cita que a jovem morreu após ser lançada em uma atividade de rope jump na chamada "Ponte do Esqueleto", em Limeira, no interior de São Paulo. Testemunhas relataram que os responsáveis pela atividade teriam se esquecido de conectar a corda de segurança antes do salto, circunstância que está sendo investigada pelas autoridades competentes. Erika Hilton afirma que a repercussão do caso levou à publicação, no X, de comentários que, segundo ela, "não apenas ultrajam a memória da vítima, mas que expressamente incentivam, celebram ou tratam com humor e aprovação a prática de violência sexual contra seu cadáver, mediante referências à necrofilia e ao estupro da vítima falecida". O documento apresenta uma lista de perfis e publicações que, segundo a deputada, devem ser alvo de apuração. Ela sustenta que as condutas podem se enquadrar no crime previsto no artigo 287 do Código Penal, por supostamente incentivarem, exaltarem, naturalizarem e difundirem a violência sexual. A parlamentar também pede a apuração do crime previsto no artigo 212 do Código Penal, referente ao vilipêndio a cadáver. Segundo o documento, as manifestações continham referências explícitas à prática de atos sexuais violentos contra o corpo da vítima e representariam ultraje à memória e à dignidade da jovem. Entre as frases postadas estão: "festa no IML" , "Vou fazer concurso para o IML" , e a "terra vai comer antes que muita gente". Maria Eduarda Rodrigues de Freitas Reprodução No ofício, Erika Hilton afirma ainda que as publicações contribuem para a banalização da violência sexual e para a disseminação de discursos misóginos nas redes sociais. Ao final, a deputada solicita a instauração de procedimento investigatório para apurar eventual prática dos crimes previstos nos artigos 212 e 287 do Código Penal, além da realização de diligências para identificar os responsáveis pelos perfis citados, incluindo a requisição de dados cadastrais e registros de conexão eventualmente mantidos pela plataforma X ou por terceiros. A parlamentar também pede que, caso sejam constatadas a materialidade e indícios suficientes de autoria, sejam adotadas as providências cabíveis para responsabilização criminal dos envolvidos. A PF ainda não confirma o recebimento, no entanto o entendimento é de que seja, provavelmente, de competência estadual Polícia investiga morte de mulher durante salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira, SP Infográfico - Mulher morre ao ser jogada sem cordas em salto de rope jump Arte/g1